Cinco perguntas para entender a prisão do "Japonês da Federal"

09 JUN 2016
09 de Junho de 2016
  • Paulo Lisboa/Folhapress

    O policial Newton Ishii, que foi condenado e preso

    O policial Newton Ishii, que foi condenado e preso

A prisão de um policial federal até então visto como símbolo do combate à corrupção surpreendeu os brasileiros.

Newton Hidenori Ishii trabalha na Superintendência da PF no Paraná e ficou conhecido como "Japonês da Federal" após aparecer de forma recorrente em imagens escoltando detidos da operação Lava Jato.

Ele teve a prisão decretada pela 4ª Vara Federal do Paraná na terça-feira e se apresentou voluntariamente aos colegas policiais. Ishii foi condenado por facilitação de entrada de produtos contrabandeados do Paraguai no Brasil por meio da fronteira de Foz do Iguaçu.

Entenda o caso:

1) Quem é o "Japonês da Federal"?

Ishii trabalhava no setor responsável pela escolta de detidos na Polícia Federal de Curitiba. Por causa disso, apareceu várias vezes em fotos e vídeos na imprensa conduzindo políticos e empresários presos pela operação Lava Jato.

Com a imagem associada à prisão de acusados de corrupção, Ishii inspirou a criação de máscaras e marchinhas de Carnaval, bonecos e uma grande quantidade de piadas e "memes" na internet.

Segundo interceptações captadas pela PF, ele chegou a ser acusado por Edson Ribeiro, advogado do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, de vazar informações para a imprensa sobre a operação.

Houve especulações de que, na esteira da fama, ele tentaria uma carreira política. Mas, após a grande exposição, o agente passou a evitar os holofotes.

2) Por qual crime Ishii foi condenado?

Ele foi acusado de integrar um grupo de policiais federais e rodoviários que facilitavam a entrada de contrabando paraguaio no Brasil (Operação Sucuri, ocorrida em 2001). A partir de então passou a responder a processos de ordem criminal, administrativo e por improbidade administrativa.

Ishii foi condenado criminalmente em primeira instância pela Justiça Federal do Paraná. Sua defesa recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas o órgão manteve a decisão, permitindo a prisão.

Os processos administrativos e por improbidade administrativa ainda estão em tramitação.

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