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Prefeito de Riacho de Santana é alvo de mandado de prisão em operação da PF

06 MAI 2016
06 de Maio de 2016
A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal (MPF), realiza na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Imperador, que tem por objetivo desarticular uma organização criminosa formada por agentes municipais da prefeitura de Riacho de Santana, no sudoeste baiano, e empresários que praticavam fraudes em licitação, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos da educação, especialmente do transporte escolar.

Seguindo a CGU, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva, inclusive do prefeito de Riacho, Tito Eugênio Cardoso de Castro, além de 11 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de medidas cautelares nas cidades de Riacho de Santana, Guanambi e Tanque Novo.

Além do prefeito, são investigados o seu chefe de gabinete, um vereador, que seriam proprietários de fato das empresas envolvidas e o contador que auxiliava a organização criminosa na constituição fraudulenta das pessoas jurídicas.

As investigações, iniciadas em 2014, apuraram a existência de fraudes em contratos de transporte escolar, celebrados entre prefeituras baianas e empresas abertas em nome de laranjas. Os verdadeiros beneficiários das verbas públicas federais eram o prefeito da cidade, parentes e pessoas próximas a ele. Esse esquema perdurou por seis anos (de 2009 a 2015).
Dentre as medidas cautelares impostas ao gestor público, incluem-se a suspensão do exercício da função pública, a suspensão de exercício de atividade econômica, a proibição de acessar as dependências da Prefeitura Municipal ou qualquer repartição pública municipal de Riacho de Santana, além da proibição de contratar com o Poder Público, direta ou indiretamente. 
 
Atualizada às 9h20
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